{"id":1064,"date":"2021-05-10T18:00:00","date_gmt":"2021-05-10T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/?p=1064"},"modified":"2021-05-10T19:24:19","modified_gmt":"2021-05-10T22:24:19","slug":"mobilidade-intergeracional-de-educacao-de-concluintes-do-ensino-superior-uma-analise-sob-a-perspectiva-de-niveis-e-fatores-associados-nos-anos-de-2004-e-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/?p=1064","title":{"rendered":"Mobilidade intergeracional de educa\u00e7\u00e3o de concluintes do ensino superior: uma an\u00e1lise sob a perspectiva de n\u00edveis e fatores associados nos anos de 2004 e 2018"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1-3-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1066\" width=\"493\" height=\"493\" srcset=\"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1-3-1024x1024.png 1024w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1-3-300x300.png 300w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1-3-150x150.png 150w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1-3-768x768.png 768w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1-3.png 1500w\" sizes=\"(max-width: 493px) 100vw, 493px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: inherit; color: var(--nv-text-color); font-family: Verdana, Geneva, sans-serif, var(--nv-fallback-ff); background-color: var(--nv-site-bg);\">O ensino superior brasileiro passou por significativas mudan\u00e7as nas \u00faltimas d\u00e9cadas, entre elas, pode-se citar a expans\u00e3o do acesso, implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas afirmativas, oportunidades de financiamento e reestrutura\u00e7\u00e3o. Tais altera\u00e7\u00f5es representam o aumento de oportunidades para ingresso neste n\u00edvel de ensino, o qual \u00e9 considerado um ponto essencial na promo\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais igualit\u00e1ria, maiores rendimentos futuros e ascens\u00e3o social.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, os efeitos da expans\u00e3o nesse n\u00edvel educacional ainda n\u00e3o foram explorados em rela\u00e7\u00e3o a sua possibilidade de promover mobilidade intergeracional de educa\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o que ocorre quando os filhos alcan\u00e7am n\u00edveis de escolaridade maior que o do seu pai, sua m\u00e3e ou de ambos. Dessa forma, n\u00f3s desenvolvemos este estudo com o objetivo de identificar caracter\u00edsticas associadas as chances de concluintes do ensino superior, dos anos de 2004 e 2018, apresentarem maiores n\u00edveis de mobilidade intergeracional de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os n\u00edveis de mobilidade intergeracional s\u00e3o classificados como alto, quando o pai nunca estudou ou completou apenas os anos iniciais do ensino fundamental; m\u00e9dio, caso o pai tenha completado o ensino fundamental; baixo, se o pai completou o ensino m\u00e9dio e nulo (ou caso de imobilidade) quando o pai concluiu o ensino superior ou a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. A mesma classifica\u00e7\u00e3o se aplica a mobilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para atingirmos o objetivo proposto, utilizamos os microdados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes do Ensino Superior e estimamos um modelo Probit Ordenado, em que a vari\u00e1vel dependente \u00e9 o n\u00edvel de mobilidade em rela\u00e7\u00e3o ao pai e em outro modelo, em rela\u00e7\u00e3o a m\u00e3e. Os resultados evidenciaram que as seguintes condi\u00e7\u00f5es (isoladamente) est\u00e3o atreladas a maior chance de alta mobilidade intergeracional de educa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao pai e tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e: ser mulher; ter mais de 24 anos; a fam\u00edlia ter menos renda; ser negro, pardo, mulato ou ind\u00edgena; ajudar financeiramente a fam\u00edlia; estudar em institui\u00e7\u00e3o privada; ter bolsa parcial do ProUni e financiar o restante da mensalidade com a contrata\u00e7\u00e3o do Fies; ter ingressado no ensino super por meio de cotas e concluir o curso superior na modalidade \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s tamb\u00e9m identificamos que em 2004, a maioria dos concluintes do ensino superior tinham pais tamb\u00e9m com este n\u00edvel de ensino ou ensino m\u00e9dio completo. Por outro lado, em 2018, os indiv\u00edduos filhos de pais com nenhuma, ou baixa escolaridade representavam a maior parte dos concluintes. Tal resultado evidencia, que ao longo dos anos estudados, as condi\u00e7\u00f5es para que filhos de pais de baixa escolaridade consigam se formar no ensino superior, aumentaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, n\u00e3o se pode desprezar o fato de que o acesso e a consequente conclus\u00e3o do ensino superior ainda abrangem uma parte pequena da popula\u00e7\u00e3o, al\u00e9m das inequidades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cursos e institui\u00e7\u00f5es. Assim, o aumento do percentual dos casos de alta mobilidade deve ser visto sob a perspectiva do in\u00edcio de um objetivo a ser perseguido, aquele em que vari\u00e1veis caracterizadas como de circunst\u00e2ncia, como a renda familiar, ra\u00e7a\/cor, regi\u00e3o, escolaridade dos pais, n\u00e3o representem a impossibilidade de concluir o ensino superior e galgar empregos compat\u00edveis, com sal\u00e1rios justos. Por fim destacamos que identificar as caracter\u00edsticas associadas a maior mobilidade, s\u00e3o \u00fateis para explicitar a quem as pol\u00edticas p\u00fablicas devem ser expandidas, visando reduzir a desigualdade de oportunidades e de acesso ao ensino superior.<\/p>\n<p><strong>Para ter acesso ao artigo na \u00edntegra acesse:<\/strong><\/p>\n\n\n<p style=\"font-size:14px\"><a href=\"https:\/\/www.anpec.org.br\/encontro\/2020\/submissao\/files_I\/i12-a23ebfa8abfdf96d7d9e112e95a92b21.pdf\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.anpec.org.br\/encontro\/2020\/submissao\/files_I\/i12-a23ebfa8abfdf96d7d9e112e95a92b21.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.anpec.org.br\/encontro\/2020\/submissao\/files_I\/i12-a23ebfa8abfdf96d7d9e112e95a92b21.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ensino superior brasileiro passou por significativas mudan\u00e7as nas \u00faltimas d\u00e9cadas, entre elas, pode-se citar a expans\u00e3o do acesso, implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas afirmativas, oportunidades de financiamento e reestrutura\u00e7\u00e3o. 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