{"id":1617,"date":"2021-07-15T18:00:00","date_gmt":"2021-07-15T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/?p=1617"},"modified":"2021-07-15T15:46:18","modified_gmt":"2021-07-15T18:46:18","slug":"economistas-na-pratica-com-gisele-braun","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/?p=1617","title":{"rendered":"Economistas na Pr\u00e1tica com Gisele Braun"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"400\" class=\"wp-image-1618\" style=\"width: 400px;\" src=\"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/1.png 1500w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/1-300x300.png 300w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/1-150x150.png 150w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/1-768x768.png 768w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<p><strong>O Economistas na pr\u00e1tica desta semana entrevistou a Gisele Braun. Ela possui gradua\u00e7\u00e3o em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestrado e doutorado em economia pela Universidade Nova de Lisboa (UNL). Realiza pesquisa nas \u00e1reas de economia da sa\u00fade, desenvolvimento econ\u00f4mico e economia internacional. Atualmente, ela trabalha como economista no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Confira a entrevista completa abaixo.<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<p><em><strong>Qual sua forma\u00e7\u00e3o e em que institui\u00e7\u00e3o voc\u00ea estudou?<\/strong><\/em><br>Doutora em Economia pela Universidade Nova de Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Quais os principais motivos que a levaram a estudar Economia?<\/strong><\/em><br>\u201cOriginalmente eu n\u00e3o comecei estudando economia.\u201d A escolha da Economia se deu muito mais pelas atividades desenvolvidas por familiares e amigos pr\u00f3ximos, assim como pela oportunidade profissional em um banco comercial em fun\u00e7\u00e3o da aprova\u00e7\u00e3o em um concurso p\u00fablico, do que por uma escolha direta. \u201cDurante uma greve ocorrida na UFRGS acabei acompanhando as aulas das minhas amigas que estudavam economia na PUCRS e comecei a gostar. Sempre gostei de matem\u00e1tica, ent\u00e3o eu as ajudava nas disciplinas, foi quando decidi pedir transfer\u00eancia para Economia na UFRGS. A necessidade, a vontade e o gosto v\u00e3o caminhando e se complementando.\u201d<br>Com a elabora\u00e7\u00e3o do primeiro trabalho emp\u00edrico para a conclus\u00e3o do curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas na UFRGS, tomei gosto pela pesquisa e decidi dar continuidade aos estudos, em n\u00edvel de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. A oportunidade de fazer mestrado e doutorado me permitiram a especializa\u00e7\u00e3o em Economia da Sa\u00fade. A sorte de estudar com pessoas apaixonadas e competentes tamb\u00e9m foram determinantes para a minha escolha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Qual a sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o? O que voc\u00ea faz no dia-a-dia de seu trabalho? Se for pesquisadora, conte-nos sobre sua \u00e1rea de pesquisa.<\/em><\/strong><br>Atualmente, trabalho como economista no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Entre as atividades desenvolvidas, dedico a maior parte do tempo para tarefas de supervis\u00e3o macroecon\u00f4mica e apoio \u00e0s opera\u00e7\u00f5es financeiras ao Governo da Rep\u00fablica da Guatemala, cujo objetivo seja a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento econ\u00f4mico e social nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Voc\u00ea observa alguma diferencia\u00e7\u00e3o, por parte de outras pessoas, entre homens e mulheres que estudam Economia? E no seu ambiente de trabalho, h\u00e1 distin\u00e7\u00f5es entre os g\u00eaneros?<\/em><\/strong><br>De modo geral, n\u00e3o observo diferencia\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres que estudam Economia por parte de outras pessoas. A minha experi\u00eancia nesse aspecto tem sido bastante positiva. \u201cEu nunca tive experi\u00eancia de discrimina\u00e7\u00e3o por ser mulher, muito pelo contr\u00e1rio. Com os professores com os quais trabalhei este sempre foi um n\u00e3o assunto, n\u00e3o h\u00e1 o que discutir sobre isso.\u201d No entanto, tenho a percep\u00e7\u00e3o que os estudantes de Economia s\u00e3o maioritariamente do g\u00eanero masculino. Tive a oportunidade de ter dois excelentes orientadores em n\u00edvel de Gradua\u00e7\u00e3o e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e o tema do g\u00eanero nunca entrou em pauta. Em n\u00edvel profissional, trabalho em uma organiza\u00e7\u00e3o financeira internacional que est\u00e1 explicitamente comprometida com a igualdade de g\u00eanero, mas n\u00e3o somente. Existe uma abordagem de g\u00eanero e diversidade e recebemos treinamento regular sobre \u00e9tica nas rela\u00e7\u00f5es laborais.<br><br><strong><em>Qual foi o caminho percorrido para voc\u00ea alcan\u00e7ar o seu emprego atual?<\/em><\/strong><br>Trabalhar como economista no BID foi um objetivo que estabeleci durante o doutorado em Economia. Na verdade, decidi que gostaria de trabalhar em organiza\u00e7\u00f5es financeiras internacionais por mais de uma raz\u00e3o. A abordagem multicultural favorece o aprendizado, seja por meio de li\u00e7\u00f5es aprendidas atrav\u00e9s de opera\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e financeiras em distintas economias, seja pelas atividades de trabalho com pessoas de diferentes origens. Fiz diversas entrevistas antes de ser selecionada. Al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica em Economia, adquiri flu\u00eancia em Ingl\u00eas e Espanhol, habilidades computacionais e realizei cursos de macroeconomia e desenvolvimento socio-econ\u00f4mico na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O que voc\u00ea considera interessante falar para mulheres que pretendem estudar e\/ou seguir na carreira de economista?<\/em><\/strong><br>Eu estimularia qualquer mulher que pretenda estudar e\/ou seguir na carreira de economista. Recomendaria a aquisi\u00e7\u00e3o de habilidades leves como a flu\u00eancia em Ingl\u00eas, Espanhol e Franc\u00eas, assim como de compet\u00eancias em an\u00e1lise de dados, al\u00e9m de estudar comprometidamente todas as disciplinas oferecidas no curso de gradua\u00e7\u00e3o. Como elemento adicional, recomendo a leitura de jornais e livros escritos por autores nacionais e internacionais, sem restringir os temas \u00e0 Economia. Penso que a qualidade do profissional de economia \u00e9 influenciada pela qualidade do ser humano em n\u00edvel amplo. Ouso referir que essa qualidade somente pode ser alcan\u00e7ada por meio das intera\u00e7\u00f5es entre os seres humanos. \u00c9 necess\u00e1rio ver, ouvir e perguntar quest\u00f5es variadas, a diferentes grupos de pessoas, em diferentes partes do mundo. Assim mesmo, \u00e9 fundamental exercitar a escuta ativa, tentando entender as motiva\u00e7\u00f5es e preocupa\u00e7\u00f5es das pessoas. A economia \u00e9, sobretudo, uma ci\u00eancia social, e a capacidade t\u00e9cnica de um profissional melhora por meio das rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Economistas na pr\u00e1tica desta semana entrevistou a Gisele Braun. Ela possui gradua\u00e7\u00e3o em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestrado e doutorado em economia pela Universidade Nova de Lisboa (UNL). Realiza pesquisa nas \u00e1reas de economia da sa\u00fade, desenvolvimento econ\u00f4mico e economia internacional. 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