{"id":1681,"date":"2021-09-13T18:00:00","date_gmt":"2021-09-13T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/?p=1681"},"modified":"2021-09-13T16:31:19","modified_gmt":"2021-09-13T19:31:19","slug":"o-olhar-para-as-comunidades-vulneraveis-para-um-desenvolvimento-sustentavel-inclusivo-e-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/?p=1681","title":{"rendered":"O olhar para as comunidades vulner\u00e1veis para um desenvolvimento sustent\u00e1vel inclusivo e humano"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/1-1024x1024.png\" alt=\"\" data-id=\"1682\" data-full-url=\"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/1.png\" data-link=\"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/?attachment_id=1682\" class=\"wp-image-1682\" srcset=\"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/1-300x300.png 300w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/1-150x150.png 150w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/1-768x768.png 768w, https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/1.png 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi por conta do desabastecimento de \u00e1gua que me aproximei mais da comunidade. Ano passado tinha conhecido o local e me choquei com as condi\u00e7\u00f5es que viviam aquelas pessoas. Um lugar abandonado onde, curiosamente, existe um dos clubes mais nobres de Porto Alegre, o Clube dos Navegantes S\u00e3o Jo\u00e3o. Ali temos o retrato da desigualdade social, que convive lado a lado. Se apurarmos a renda m\u00e9dia das pessoas que frequentam aquele territ\u00f3rio (moradores e s\u00f3cios do clube), provavelmente, observaremos uma renda per capita m\u00e9dia alta, o que n\u00e3o reflete a realidade de 100% que ocupa aquela \u00e1rea. Tal fato corrobora o que os novos modelos econ\u00f4micos, como a economia Donut, por exemplo, vem nos alertando. Nossos atuais indicadores econ\u00f4micos n\u00e3o refletem a realidade que nossa sociedade vive. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar e atuar em prol de um desenvolvimento sustent\u00e1vel, sem olhar indicadores ecol\u00f3gicos e sociais para mensurar o real desenvolvimento humano e econ\u00f4mico (Raworth, 2017).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da campanha ter sido um sucesso, levar \u00e1gua para a Ilha do Pav\u00e3o n\u00e3o foi suficiente para mim, foi na verdade o in\u00edcio de minha rela\u00e7\u00e3o com a comunidade. Ter uma comunidade t\u00e3o vulner\u00e1vel, vivendo em situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o prec\u00e1ria e t\u00e3o perto do centro de Porto Alegre, \u00e9 algo que n\u00e3o faz sentido para quem quer trabalhar no planejamento e execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento sustent\u00e1vel da cidade. E para pensar o desenvolvimento sustent\u00e1vel da cidade, ou no caso da comunidade, como economista, sei que precisamos de dados para iniciar qualquer planejamento de pol\u00edtica p\u00fablica e\/ou projeto. Sem informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o temos como saber o perfil de uma comunidade e nem como mapear suas necessidades. Assim, junto com alguns amigos da Mistura\u00ed resolvemos fazer o Censo da Ilha do Pav\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazer o censo na Ilha do Pav\u00e3o me trouxe mais consci\u00eancia do grau de separa\u00e7\u00e3o social que vivemos. Al\u00e9m da Ilha do Pav\u00e3o, existem milhares de comunidades que vivem a mesma situa\u00e7\u00e3o. No Brasil, e no mundo. Estar mais pr\u00f3xima da realidade dessas comunidades vem me fazendo questionar cada vez mais sobre o que \u00e9 um desenvolvimento econ\u00f4mico de verdade, e mais que isso, como atingir um desenvolvimento sustent\u00e1vel pr\u00f3spero e inclusivo para todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do que adianta sermos a 12\u00aa economia do mundo (Estad\u00e3o, 2021), se 39,9 milh\u00f5es de pessoas vivem em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza no Brasil (Observatorio3setor, 2021). Quais s\u00e3o esses indicadores que est\u00e3o medindo essa situa\u00e7\u00e3o? O que estamos fazendo a partir disso, e que medida estamos tomando? E aqui n\u00e3o digo apenas com rela\u00e7\u00e3o ao governo, no sentido de pol\u00edticas p\u00fablicas, mas como sociedade.<\/p>\n<p>Para acessar o texto completo &#8211; Eventos -&gt; 1\u00ba Enconex\u00e3o|CM&amp;E -&gt; Artigos selecionados<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/conexaomulhereseconomia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/O-olhar-para-as-comunidades-vulneraveis-para-um-desenvolvimento-sustentavel-inclusivo-e-humano.pdf\">O olhar para as comunidades vulner\u00e1veis para um desenvolvimento sustent\u00e1vel, inclusivo e humano<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi por conta do desabastecimento de \u00e1gua que me aproximei mais da comunidade. Ano passado tinha conhecido o local e me choquei com as condi\u00e7\u00f5es que viviam aquelas pessoas. 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